Divulação

Grupo Opinião

Cartaz da peça O Último Carro, de 1976


Grupo Opinião durou de 1964 a 1982 e criado, no Rio de Janeiro, pelo Grupo de Teatro Carioca que centraliza, nos anos 1960, o teatro de protesto e de resistência, núcleo de estudos e difusão da dramaturgia nacional e popular.

Fundado logo após o golpe militar, em 1964, reunindo artistas ligados ao Centro Popular de Cultura da UNE - CPC, que havia sido colocado na ilegalidade.

Seu grande sucesso é o musical Opinião, com participação de Zé Kéti, João do Vale e Nara Leão (depois substituída por Maria Bethânia], sob a direção de Augusto Boal, que estreou em 11 de dezembro de 1964.

No ano seguinte, veio o segundo espetáculo: Liberdade, Liberdade. Roteirizado por Millôr Fernandes e Flávio Rangel, que também dirigiu a peça. Faziam parte deste roteiro com trechos de textos dramáticos, poemas e canções os atores Paulo Autran, Tereza Raquel, Oduvaldo Vianna Filho e Nara Leão. A montagem tornou-se também um grande sucesso.

Em 1966, é lançado a peça Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come, de Ferreira Gullar e Oduvaldo Vianna Filho, baseado na tradicional cultura nordestina, com direção de Gianni Ratto e que tinha no elenco, entre outros, com Agildo Ribeiro, Odete Lara, Oswaldo Loureiro, Jofre Soares e Marieta Severo. A história enfocava a luta de classes enfatizando a fraqueza ética de todas elas.

Na tentativa de encontrar novos modelos dramatúrgicos, nos anos de 1966 e 1967, o Grupo Opinião dedica-se a um seminário interno de dramaturgia. Neste momento, foram discutidas obras como Moço em Estado de Sítio, de Oduvaldo Vianna Filho; Dr. Getúlio, Sua Vida e Sua Glória, de Ferreira Gullar e Dias Gomes e O Último Carro, de João das Neves, montadas depois.

O grupo passa por algumas dificuldades e mesmo com a precária sobrevivência mantém-se até 1976, quando novamente João das Neves, com uma surpreendente cenografia de Germano Blum e trilha sonora de Rufo Herrera, monta seu texto O Último Carro, que devido ao sucesso no Rio de Janeiro foi levada para a 14ª Bienal Internacional de São Paulo, onde repete o êxito carioca e recebe o Grande Prêmio da Bienal, em 1977.

Após uma ampla pesquisa junto a populações carentes, João das Neves reúne o material e dá-lhe forma cênica, na peça Mural Mulher, em 1979. Nos anos seguintes, as atividades foram diminuindo e o diretor, último remanescente dos fundadores do Grupo Opinião, deixa o teatro em 1983.

Espetáculos:

1964 - Opinião
1965 - Liberdade, Liberdade
1966 - Se Correr o Bicho Pega, Se Ficar o Bicho Come
1967 - A Saída? Onde Fica a Saída?
1968 - Antígone
1970 - O Sol sob o Pântano
1976 - O Último Carro
1979 - Mural Mulher
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