Denise Del Vechio e Maria Fernanda Cândido em cartaz neste mês

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09/12/2013 14:46 - Do ClickCultural

White Rabbit, Red Rabbit (Coelho Branco, Coelho Vermelho) fica em cartaz no Teatro Ágora até 15 de dezembro. Na última semana, sobem ao palco Maria Fernanda Cândido: 12 de dezembro, quinta; Rubens Caribé: 13 de dezembro, sexta; Otavio Dantas: 14 de dezembro, sábado; Denise Del Vechio: 15 de dezembro, domingo.

Este é um espetáculo que prescinde de diretor, ensaios, roteiros e scripts. O que está em jogo é apenas o trabalho do ator, sozinho em cena e completamente desprovido de elementos cênicos ou orientações de direção. No palco, um ator diferente a cada sessão.

A montagem ficou mais acessível de ser assistida com o Teatro Solidário. Quem apresentar canhoto de ingresso de qualquer peça que conferiu em novembro ou dezembro,em qualquer teatro, tem 50% de desconto no perço do ingresso da peça.

Denise Del Vecchio, Rubens Caribé, Maria Fernanda Cândido, Angelo Brandini e Celso Frateschi são alguns dos atores do elenco rotativo do espetáculo, que já passou por mais de 14 países, com tradução para 15 idiomas e prêmios em festivais internacionais. Trata-se de uma experiência teatral instigante, em que público e ator compartilham a imprevisibilidade da arte. A montagem volta aos palcos dia 14 de novembro, no Teatro Ágora. Tudo foge ao comum na peça, que dispensa trilha sonora, figurino, cenografia e até diretor

Um espetáculo que prescinde de diretor, ensaios, roteiros e scripts. O que está em jogo é apenas o trabalho do ator, sozinho em cena e completamente desprovido de elementos cênicos ou orientações de direção. A história começa no momento em que as luzes do palco se acendem, sem nenhum conhecimento prévio da dramaturgia. Este é o mote da peça White Rabbit, Red Rabbit (Coelho Branco, Coelho Vermelho), do dramaturgo iraniano Nassim Soleimanpour, que com apresentações de quinta a sábado às 21h e domingos às 19h, a temporada vai até o dia 15 de dezembro no Teatro Ágora, na Bela Vista.

Com foco na força da atuação do protagonista do espetáculo, trata-se de uma peça para ser lida por um ator diferente a cada sessão, sendo que o texto só é conhecido por ele no momento exato de subir ao palco, diante do público – um dos requisitos para a seleção dos atores é que estes não conheçam o texto e não saibam nada do que se passa em cena.

“O espetáculo é uma montanha russa, não se sabe literalmente o que vai acontecer, não existe controle. Cada apresentação conta com um ator diferente com bagagem e repertórios distintos, razões que fazem com que cada sessão seja única. Quem está em cena fica completamente limpo de recursos cênicos, o foco é o trabalho do ator”, conta a produtora Patrícia Ceschi.

No Brasil, a peça já passou por uma temporada no SESC Vila Mariana no primeiro semestre deste ano e por São José do Rio Preto, no Festival Internacional de Teatro (FIT). Com tradução de Mauricio Ayer, a primeira versão brasileira contou com os atores Domingos Montagner, Guilherme Weber e Caco Ciocler, entre outros.

White Rabbit, Red Rabbit é inspirado na experiência pessoal do autor. Nassim Soleimanpour, de 29 anos, foi impedido de sair do Irã durante dois anos por descumprir a obrigatoriedade do serviço militar. Por isso, o texto da peça trata basicamente de como um objeto artístico pode funcionar como uma ferramenta que transcende as limitações de espaço, tempo, e até mesmo da censura. “Escrevo sobre um fenômeno social que é a obediência”, afirma o autor.

Além de dispensar trilha sonora, figurino, cenografia e demais artifícios técnicos, tudo foge do comum em White Rabbit, Red Rabbit, a começar pela motivação do projeto. Impedido de sair do Irã, mas disposto a fazer sua história correr o mundo, Nassim resolveu compor um espetáculo que dispensasse a figura do diretor, justamente por estar baseado na organicidade do trabalho teatral. O que fica em evidência, portanto, é a qualidade dramática do texto e a habilidade de interpretação dos atores – sobretudo a improvisação, a criatividade.

Tudo começa com o palco vazio, preenchido apenas pela figura do ator ou atriz, em pé. Lá, ele recebe um envelope fechado que contém toda a história a ser encenada. A partir daí, público e personagem interagem na montagem da peça. Qualquer informação, além disso, estragaria a surpresa do espectador diante de uma peça que se alimenta do inesperado e se encerra a cada apresentação para recomeçar – totalmente renovada – na sessão seguinte. De acordo com Patrícia Ceschi, “a montagem é uma maneira do dramaturgo Nassim Soleimanpour estar em vários lugares do mundo, mesmo não estando presente.”

Mais do que um espetáculo totalmente alheio aos padrões, White Rabbit, Red Rabbit simboliza o encontro do diretor ausente com os diferentes públicos dos lugares por onde passa e a história de uma vontade artística que extrapola a impossibilidade da presença física.

A estreia de White Rabbit, Red Rabbit aconteceu em 2011, no Canadá, onde o projeto foi concebido pelas Cias. Volcano Theatre e Necessary Angel. Desde então, já circulou por diversos festivais na Inglaterra, Escócia, Austrália, Itália, Estados Unidos, Alemanha, Irlanda, Polônia, Egito e Grécia, com sucesso de público em todos os lugares em que foi encenado. No Reino Unido, a peça chegou a contar com a participação de Arthur Darvill – ator conhecido por interpretar a personagem título do seriado Dr Who – e de Ken Loach, premiado cineasta britânico.

SINOPSE:
Repleta de metáforas sobre o autoritarismo e o comportamento humano em geral, a peça representa simbolicamente inquietações políticas e metafísicas do autor por meio de uma pequena e divertida história com ares de fábula, na qual o personagem principal é um coelho. Esse coelho tenta entrar em uma peça no circo, mas é barrado por um urso. Após pagar o ingresso e entrar no circo, o coelho acaba no palco, fazendo parte do show e sendo perseguido por ursos, corvos e onças.

SERVIÇO:

TEATRO ÁGORA – (Sala Giani Ratto), Rua Rui Barbosa, 672 – Bela Vista. Telefone – (11) 3284-0290. Bilheteria – de segunda a domingo das 14 às 20 horas. Não aceita cartão. Cheque, cartão de débito e dinheiro. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficientes físicos. Capacidade: 88 Lugares.
Temporada: quintas, sextas e sábados, às 21h, e domingos às 20h. Preço: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia). Ingressos podem ser adquiridos pelo site www.ingresso.com.br

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