Espetáculo traz rotatividade de atores e conta com elenco estrelar

Divulgação

Denise Del Vecchi está entre as atrizes convidadas
07/11/2013 12:17 - Do ClickCultural

Denise Del Vecchio, Rubens Caribé, Maria Fernanda Cândido, Angelo Brandini e Celso Frateschi são alguns dos atores do elenco rotativo do espetáculo, que já passou por mais de 14 países, com tradução para 15 idiomas e prêmios em festivais internacionais. Trata-se de uma experiência teatral instigante, em que público e ator compartilham a imprevisibilidade da arte. A montagem volta aos palcos dia 14 de novembro, no Teatro Ágora. Tudo foge ao comum na peça, que dispensa trilha sonora, figurino, cenografia e até diretor

Um espetáculo que prescinde de diretor, ensaios, roteiros e scripts. O que está em jogo é apenas o trabalho do ator, sozinho em cena e completamente desprovido de elementos cênicos ou orientações de direção. A história começa no momento em que as luzes do palco se acendem, sem nenhum conhecimento prévio da dramaturgia. Este é o mote da peça White Rabbit, Red Rabbit (Coelho Branco, Coelho Vermelho), do dramaturgo iraniano Nassim Soleimanpour, que reestreia no dia 14 de novembro, às 21h, no Teatro Ágora, na Bela Vista. Com apresentações de quinta a sábado às 21h e domingos às 19h, a temporada vai até o dia 15 de dezembro.

São 20 os atores que fazem esta nova temporada – no Teatro Ágora: Bete Dorgam - 14 de novembro; Soraya Suri - 15 de novembro;. Nilton Bicudo: 16 de novembro;. Celso Frateschi: 17 de novembro. Chris Couto: 21 de novembro. Thais Ferrara: 22 de novembro; Angelo Brandini: 23 de novembro; André Frateschi: 24 de novembro; Laerte Melo: 28 de novembro; Luciano Chirolli: 29 de novembro; Roberta Calza: 30 de novembro; A CONFIRMAR: 1º de dezembro; Raul Barretto: 5 de dezembro; Nando Nitsch: 6 de dezembro; Chico Carvalho: 7 de dezembro; Heitor Goldfus: 8 de dezembro; Maria Fernanda Cândido: 12 de dezembro; Rubens Caribé: 13 de dezembro; Otavio Dantas: 14 de dezembro; Denise Del Vechio: 15 de dezembro.

Escândalos sexuais no meio político ganham os palcos de NY

Paola Oliveira assiste a peça de Bárbara Paz

Nanini estreia monólogo que ironiza aspectos da vida moderna

AS QUENTINHAS DA IMPRENSA BRASILEIRA

Com foco na força da atuação do protagonista do espetáculo, trata-se de uma peça para ser lida por um ator diferente a cada sessão, sendo que o texto só é conhecido por ele no momento exato de subir ao palco, diante do público – um dos requisitos para a seleção dos atores é que estes não conheçam o texto e não saibam nada do que se passa em cena.

“O espetáculo é uma montanha russa, não se sabe literalmente o que vai acontecer, não existe controle. Cada apresentação conta com um ator diferente com bagagem e repertórios distintos, razões que fazem com que cada sessão seja única. Quem está em cena fica completamente limpo de recursos cênicos, o foco é o trabalho do ator”, conta a produtora Patrícia Ceschi.

No Brasil, a peça já passou por uma temporada no SESC Vila Mariana no primeiro semestre deste ano e por São José do Rio Preto, no Festival Internacional de Teatro (FIT). Com tradução de Mauricio Ayer, a primeira versão brasileira contou com os atores Domingos Montagner, Guilherme Weber e Caco Ciocler, entre outros.

White Rabbit, Red Rabbit é inspirado na experiência pessoal do autor. Nassim Soleimanpour, de 29 anos, foi impedido de sair do Irã durante dois anos por descumprir a obrigatoriedade do serviço militar. Por isso, o texto da peça trata basicamente de como um objeto artístico pode funcionar como uma ferramenta que transcende as limitações de espaço, tempo, e até mesmo da censura. “Escrevo sobre um fenômeno social que é a obediência”, afirma o autor.

Além de dispensar trilha sonora, figurino, cenografia e demais artifícios técnicos, tudo foge do comum em White Rabbit, Red Rabbit, a começar pela motivação do projeto. Impedido de sair do Irã, mas disposto a fazer sua história correr o mundo, Nassim resolveu compor um espetáculo que dispensasse a figura do diretor, justamente por estar baseado na organicidade do trabalho teatral. O que fica em evidência, portanto, é a qualidade dramática do texto e a habilidade de interpretação dos atores – sobretudo a improvisação, a criatividade e a espontaneidade.

Tudo começa com o palco vazio, preenchido apenas pela figura do ator ou atriz, em pé. Lá, ele recebe um envelope fechado que contém toda a história a ser encenada. A partir daí, público e personagem interagem na montagem da peça. Qualquer informação, além disso, estragaria a surpresa do espectador diante de uma peça que se alimenta do inesperado e se encerra a cada apresentação para recomeçar – totalmente renovada – na sessão seguinte. De acordo com Patrícia Ceschi, “a montagem é uma maneira do dramaturgo Nassim Soleimanpour estar em vários lugares do mundo, mesmo não estando presente.”

Mais do que um espetáculo totalmente alheio aos padrões, White Rabbit, Red Rabbit simboliza o encontro do diretor ausente com os diferentes públicos dos lugares por onde passa e a história de uma vontade artística que extrapola a impossibilidade da presença física.

A estreia de White Rabbit, Red Rabbit aconteceu em 2011, no Canadá, onde o projeto foi concebido pelas Cias. Volcano Theatre e Necessary Angel. Desde então, já circulou por diversos festivais na Inglaterra, Escócia, Austrália, Itália, Estados Unidos, Alemanha, Irlanda, Polônia, Egito e Grécia, com sucesso de público em todos os lugares em que foi encenado. No Reino Unido, a peça chegou a contar com a participação de Arthur Darvill – ator conhecido por interpretar a personagem título do seriado Dr Who – e de Ken Loach, premiado cineasta britânico.

Sinopse
Repleta de metáforas sobre o autoritarismo e o comportamento humano em geral, a peça representa simbolicamente inquietações políticas e metafísicas do autor por meio de uma pequena e divertida história com ares de fábula, na qual o personagem principal é um coelho. Esse coelho tenta entrar em uma peça no circo, mas é barrado por um urso. Após pagar o ingresso e entrar no circo, o coelho acaba no palco, fazendo parte do show e sendo perseguido por ursos, corvos e onças.

SERVIÇO:

TEATRO ÁGORA – (Sala Giani Ratto)
Rua Rui Barbosa, 672 – Bela Vista
Telefone – (11) 3284-0290
Bilheteria – de segunda a domingo das 14 às 20 horas
Não aceita cartão. Cheque, cartão de débito e dinheiro. Tem ar condicionado. Tem acesso para deficientes físicos
Capacidade: 88 Lugares
Temporada: quintas, sextas e sábados, às 21h, e domingos às 20h

Comentar esta Notícia:
NomeComentário
Email 
   
Comentários
crorkz matz - email@gmail.com

TB2AnT Muchos Gracias for your blog.Really looking forward to read more. Awesome.

Mais Notícias
Click News

Assine nossa newsletter

Nome
E-Mail
Promoções

Séries de TV

De A a Z