Peça da Broadway chega aos palcos de SP no final de Outubro

Divulgação

06/10/2015 07:37 - Do ClickCultural

Com direção de Cláudio Figueira e versão brasileira de Flávio Marinho, musical Como Eliminar seu Chefe chega aos palcos do Teatro Carlos Gomes, em São Paulo, no dia 30 de Outubro. O espetáculo que estreou na Broadway já concorreu a quatro Tony´s e 15 Dramas Desk Awards.

Um estudo recente revelou que quase 50% dos profissionais deixam seus empregos para se afastar de seus patrões. Violeta, Dolari e Júlia também não estavam nem um pouco satisfeitas com Franklin Ratto, o manda-chuva do escritório. Ao invés de pedir demissão, tiveram uma ideia melhor: livrar-se dele. Literalmente! Esse é o mote da comédia musical ‘Como eliminar seu chefe’, com trilha original composta por Dolly Parton, que tem sua estreia nacional no dia 30 de outubro, no Rio, no Teatro Carlos Gomes, com direção de Cláudio Figueira, versão brasileira de Flávio Marinho e direção musical de Liliane Secco. O grupo Bradesco Seguros e o Ministério da Cultura apresentam o espetáculo, que tem patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro e 450 anos Rio. A produção é da Só de Sapato e Fabula Entretenimento.

Para criar o texto do musical, Patricia Resnick usou como base seu roteiro original do filme homônimo, de 1980, que tinha a própria Dolly Parton no elenco, ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin. A canção título foi indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro e está presente na versão para os palcos. A montagem que estreou em 2009, na Broadway, teve quatro indicações ao Tony, incluindo melhor trilha original, ator e atriz de musicais, além de 15 indicações ao Drama Desk Awards.

A superprodução brasileira tem 19 atores em cena, mais de 400 figurinos, 10 trocas de cenários e cerca de 30 perucas e 100 pares de sapatos. O musical conta a história de Franklin Ratto (Marcos Breda), um ser destituído de qualquer caráter ou moral, que comete todos os tipos de abuso (inclusive assédio sexual) com suas funcionárias, especialmente com Violeta (Tânia Alves), Dolari (Sabrina Korgut) e Júlia (Simone Centurione). As três se unem e armam um plano para prendê-lo em sua própria casa, assumindo o controle da empresa, o que leva a um grande aumento da produtividade. A questão é: até quando elas conseguirão manter o chefe preso?

O elenco é composto ainda por Gottsha (que interpreta Rosa, uma dedo-duro, única aliada do chefe), Fabricio Negri, Cristiana Pompeu, Carlos Viegas, Gabriel Titan, Analu Pimenta, Dani Fancone, Martina Blink, Carol Ebecken, Elisa Firpo, Luiz Gofman, Debora Pinheiro, Cosme Motta, Leandro Massaferri e Daniel Lack.

A ação da peça se passa em 1979, mas o enredo é cada vez mais atual, como demonstram pesquisas que, não apenas indicam a insatisfação dos funcionários com seus chefes, mas com seus próprios empregos. Dados do Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente apontaram que no Brasil, em 2015, quase 70% das pessoas estão insatisfeitas nos seus trabalhos atuais. O espetáculo fala ainda do abuso do poder masculino sobre as mulheres e as desigualdades salariais e de oportunidades entre os gêneros. “Por incrível que pareça, essas questões se arrastam até hoje”, lastima Cláudio. “Trata-se de uma comédia leve e divertida. A única coisa que lamento é que, mesmo a mulher tendo chegado ao poder, exercendo o papel de Presidente de um país, as diferenças de salários e de cargos nas grandes empresas continuam a ser imensas. Infelizmente, as mulheres sofrem preconceitos, pois os altos cargos são ainda, em sua maioria, ocupados por homens", aponta Renata Borges.

Versão brasileira

A montagem nacional preserva o espírito original, mas com o traço autoral de Cláudio Figueira e de Flávio Marinho. “Apesar de ser um texto americano, nos preocupamos em trazer este universo para o Brasil, e contar esta história do nosso jeito, sem querer copiar a forma ‘americana’ de fazer musical”, afirma Cláudio. Flávio Marinho acrescenta: “Transpus para o ‘brasileiro’, embora busque, ao mesmo tempo, uma universalidade. Não queria que tivesse muito cheiro de americano porque distancia a plateia do que ocorre no palco. Tomei providências tipo transformar o ‘Nine To Five’ para ‘Nove às Seis’, porque aqui as secretárias trabalham de nove às seis, horário distinto das americanas. Contudo, esta ‘versão brasileira’ é bastante fiel ao que o original pretende dizer”, acrescenta.

Para chegar à versão final, Flávio Marinho trabalhou cerca de dois meses e meio e aponta a organicidade entre a trilha e o ‘libreto’ como uma das principais qualidades do musical, gerando um espetáculo universal e altamente comunicativo. A tarefa, contudo, foi bastante árdua. “O texto é composto por cenas curtas, cuja concisão se deve muito ao inglês. Nosso idioma não é tão sintético, mas eu quis respeitar a agilidade e a velocidade das cenas - e isso foi trabalhoso. Como foram trabalhosas as versões que, ao contrário dos diálogos, são sertanejamente verborrágicas, bem ao estilo country de Dolly Parton. Encaixar, no português, o monte de coisas que Miss Parton queria dizer nas suas letras narrativas não foi nada fácil”, brinca.

Liliane Secco assina a direção musical e se manteve fiel aos arranjos originais, com pequenas adaptações para a versão brasileira. A trilha tem 39 intervenções musicais, sendo 16 canções e diversas passagens instrumentais, um passeio por gêneros distintos, como blues, música caipira, rock, além de baladas românticas. A orquestra é composta por oito músicos: Fernando Lopez (maestro e teclados), Tássio Ramos (baixo elétrico e acústico), Carlos Henrique (bateria e percussão), Moisés Camillo (guitarra e violões de aço e nylon), Levi Chaves (sax alto, clarineta, flauta e piccolo), Daniel Kaiser (sax barítono, sax tenor, clarineta, clarone e flauta), Elias Correia (trombone) e Ernani (trompete e flugelhorn).

Ao se deparar com a trilha original, Liliane revela ter ficado especialmente impressionada com a carga emotiva das canções. “Embora extremamente elaboradas, elas são fáceis de memorizar, ao mesmo tempo que são empolgantes, vibrantes e intensas. Certamente, farão com que o público queira sair cantando do teatro”, celebra. Liliane afirma ter ficado também encantada com o trabalho das versões de Flávio Marinho, especialmente com o humor que ele conseguiu inserir nas letras.

O espetáculo faz parte do Circuito Bradesco, que há anos vem patrocinando e divulgando peças pelo Brasil inteiro.

SERVIÇO:

Estreia: 30 de outubro (sexta)
Local – Teatro Carlos Gomes
Praça Tiradentes, 19
Telefone: 2215.0556/2224.3602

Horários:

Quintas e sextas, às 19h30
Sábados, às 17h e 20h
Domingos, às 18h

Preços:

Quintas, sextas, sábados (sessão das 17h) e domingos - R$ 80,00
Sábados (sessão das 20h) - R$ 90,00

Classificação etária: não recomendado para menores de 14 anos

Capacidade do teatro: 685 lugares

Duração: 2h20 (com intervalo)

Vendas na bilheteria do teatro

Horário da bilheteria:

de quarta a domingo, das 14h às 18h.

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